Organizadas Flamengo


Muita confusão na venda dos ingressos by linsham00

Alegria de poucos, decepção para maioria e muita confusão. Assim foi a
venda dos pouco mais de cinco mil ingressos que sobravam para a partida
entre Flamengo e Grêmio, na manhã desta quarta-feira, no Maracanã.
Cerca de 15 mil pessoas enfrentaram a imensa fila, de cerca de 1,5 km
de extensão, que ia da bilheteria 8 até a estátua do Bellini, na
Avenida Maracanã. Mas uma minoria voltou para casa feliz.

Torcedores correm nos arredores do Maracanã durante a confusão da venda de ingressos

A venda dos ingressos devolvidos pela diretoria do Grêmio começou
pontualmente às 7h da manhã. Às 8h45m, todos eles já tinham acabados.
Cada torcedor só teve direito a adquirir duas entradas.

Só quem chegou no Maracanã na segunda-feira até o início da tarde
conseguiu garantir um lugar no estádio para a partida contra o Grêmio,
que pode garantir o título do Campeonato Brasileiro ao clube carioca
após 17 anos. A decepção era geral.

– Vim do Espírito Santo e cheguei na terça-feira pela manhã para
enfrentar a fila. Fiquei 24 horas aqui e nem cheguei perto da
bilheteria. Perdi dois dias para nada – reclamou o rubro-negro Jadir
Rodrigues, de 48 anos.

Policiais tentam dispersar a multidão de torcedores

A confusão começou antes mesmo do início das vendas. Para tentar
organizar a fila que se formou na bilheteria 5, os policiais soltaram
bombas de efeito moral. Começou uma correria. Várias pessoas caíram no
chão e se machucaram.

Com o fim dos ingressos, o novo tumulto era inevitável. Um grupo de
policiais do batalhão de choque chegou ao Maracanã para tentar
dispersar os torcedores. A rua Presidente Emilio Médice foi fechada.
Parte da Radial Oeste, interditada. Policiais começaram a gritar
“acabou, acabou”. Não demorou para que a PM voltasse a soltar bombas de
efeito moral e disparasse tiros de borracha para desfazer a fila de
torcedores. A revolta dos torcedores foi grande.

– Passei a noite aqui e estou arriscado a apanhar dos policiais. Eles
nem querem saber. Cadê os meus direitos – reclamou Joaquim Correa, de
57 anos, que veio de Volta Redonda.

A imensa fila de torcedores passava pelo portão 19, na rua professor
Eurico Rabelo. Nenhum deles conseguiu comprar ingresso.
Cambistas pedem R$ 500 pelo ingresso de arquibancada

A notícia de que os ingressos tinham acabado se espalhou pela fila.
Começou na Avenida Maracanã e na Rua Professor Eurico Rabelo uma
correria que assustou quem estava no local. Parecia arrastão. Quando as
pessoas chegavam na Rampa da Uerj, onde a Polícia Militar impedia o
acesso à bilheteria, começava nova confusão.

– Acabaram os ingressos. Não adianta ficar aqui na fila. Vão embora – gritava um policial.

Enorme fila de torcedores tinha cerca de 1,5km

Mas a situação era tensa. Muitas pessoas queriam esperar a multidão se
desfazer para deixar o Maracanã. Nas redondezas do estádio os
torcedores reclamavam de assaltos. Não havia policiamento.

– Não vou sair daqui. Estão assaltando todo mundo. Estou aqui quieta
com o meu filho esperando a confusão acabar. É meu direito ficar aqui –
reclamava com um policial uma torcedora assustada, que estava encostada
na grade do Maracanã, ao lado do filho adolescente.

– Se você veio para cá nesta confusão, pode ir embora nela também. Não
quero saber. Vou lhe dar cinco minutos para sair daqui – respondia, de
forma agressiva, o policial que insistia que ela deixasse o local.

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